Esse blog não foi criado no intuito de trabalhar em algo específico, ele tratará dos mais diversos assuntos que circundam a vida humana, aliás somos uma amálgama de sentimentos e pensamentos, não maquinas programáticas.
domingo, 11 de outubro de 2015
William Shakespeare
Certamente já ouviste falar do
clássico da literatura Romeu e Julieta ou de Hamlet, obras do tido como mais
influente dramaturgo do mundo, William Shakespeare. Ele foi respeitado em
sua época, mas sua reputação só viria a atingir o nível em que se encontra hoje
no século XIX. Os românticos, especialmente, aclamaram a genialidade
de Shakespeare, e os vitorianos idolatraram-no como um herói,
com uma reverência que George Bernard Shaw chamava de
"bardolatria". No século XX sua obra foi adotada e
redescoberta repetidamente por novos movimentos, tanto na academia e quanto na
performance. Suas peças permanecem extremamente populares hoje em dia e são
estudadas, encenadas e reinterpretadas constantemente, em diversos contextos
culturais e políticos, por todo o mundo.
Abaixo alguns
de seus poemas e sonetos aclamados
Soneto XVIII
A um dia de
verão como hei de comparar-te?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável:
Em maio o vendaval ternos botões disparte,
E o estio se consome em prazo não durável;
Às vezes, muito quente, o olho do céu fulgura,
Outras vezes se ofusca a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder de tuas galas;
Vagando em sua sombra o Fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.
(Sonetos, Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, Hedra)
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável:
Em maio o vendaval ternos botões disparte,
E o estio se consome em prazo não durável;
Às vezes, muito quente, o olho do céu fulgura,
Outras vezes se ofusca a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder de tuas galas;
Vagando em sua sombra o Fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.
(Sonetos, Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, Hedra)
Soneto XXIII
Como o ator
imperfeito em cena perde a ação,
E olvida o seu papel, roído de temor;
Como o excesso de força abate o coração
De um homem que, violento, estue de furor;
Assim eu, inseguro, esqueço de dizer
A cerimônia exata em ritual de amor,
E se em força de amor pareço decrescer
É que ele pesa em mim com todo o seu vigor.
Deixa que sejam pois meus livros a eloquência
—Intérpretes sem voz—de um coração que fala;
Mais do que alguém que mais tem dito com mais fluência,
Advoguem-me a paixão e esperem premiá-la.
Oh! aprende a ler o que escreveu silente ardor:
Ouvir com os olhos é finura entre as do amor.
E olvida o seu papel, roído de temor;
Como o excesso de força abate o coração
De um homem que, violento, estue de furor;
Assim eu, inseguro, esqueço de dizer
A cerimônia exata em ritual de amor,
E se em força de amor pareço decrescer
É que ele pesa em mim com todo o seu vigor.
Deixa que sejam pois meus livros a eloquência
—Intérpretes sem voz—de um coração que fala;
Mais do que alguém que mais tem dito com mais fluência,
Advoguem-me a paixão e esperem premiá-la.
Oh! aprende a ler o que escreveu silente ardor:
Ouvir com os olhos é finura entre as do amor.
(Sonetos,
Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, Hedra)
Soneto XXVI
Senhor de meu
apreço, a cuja vassalagem
Teu mérito ligou a minha reverência,
És para quem escrevo e mando esta mensagem,
Em mostra de respeito, e não de competência:
—Respeito imenso, tal que a competência escassa
À míngua de expressões não saberá adornar,
Mas espero que tua alma, em sua boa graça,
Acolhimento a um pobre nu consiga dar.
Quando essa estrela que me guia na jornada
Raie por sobre mim com aspecto favorável,
E pondo traje em minha estima esfarrapada
Eu não desdoure a tua estima tão amável:
Do apreço que te sagro então hei de gloriar-me;
Por ora, escondo a fronte, ou poderás provar-me.
Teu mérito ligou a minha reverência,
És para quem escrevo e mando esta mensagem,
Em mostra de respeito, e não de competência:
—Respeito imenso, tal que a competência escassa
À míngua de expressões não saberá adornar,
Mas espero que tua alma, em sua boa graça,
Acolhimento a um pobre nu consiga dar.
Quando essa estrela que me guia na jornada
Raie por sobre mim com aspecto favorável,
E pondo traje em minha estima esfarrapada
Eu não desdoure a tua estima tão amável:
Do apreço que te sagro então hei de gloriar-me;
Por ora, escondo a fronte, ou poderás provar-me.
(Sonetos,
Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, Hedra)
Soneto CXXVII
Não era a cor
morena outrora achada bela,
Ou então de beleza o nome não possuía;
Mas da beleza a justa herdeira agora é ela,
Pois degrada a beleza infame bastardia.
Porque se a mão usurpa os dons da natureza
E alinda o feio ao dar-lhe aspecto enganador,
Perdeu-se o nome e o templo amável da beleza,
Que vive profanada ou mesmo em desfavor.
Mas cabeleira cor de corvo tem a amada
E olhos que estão de luto e como que a chorar
As falsas belas que de belas não têm nada,
Pois suprem a criação com mentiroso ar;
E eles, chorando, tanto enfeitam sua agrura,
Que deveria ser assim a formosura.
Ou então de beleza o nome não possuía;
Mas da beleza a justa herdeira agora é ela,
Pois degrada a beleza infame bastardia.
Porque se a mão usurpa os dons da natureza
E alinda o feio ao dar-lhe aspecto enganador,
Perdeu-se o nome e o templo amável da beleza,
Que vive profanada ou mesmo em desfavor.
Mas cabeleira cor de corvo tem a amada
E olhos que estão de luto e como que a chorar
As falsas belas que de belas não têm nada,
Pois suprem a criação com mentiroso ar;
E eles, chorando, tanto enfeitam sua agrura,
Que deveria ser assim a formosura.
(Sonetos,
Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos, Hedra)
Trecho de Vênus e Adônis
Como o sol,
faces púrpuras, desponta
Com o adeus final da aurora se carpindo,
À caça, Adônis, rosto em cor, se apronta.
Se ama caçar, caçoa do amor, se rindo.
Doente de amar, Vênus se lança atrás,
Corteja-o feito um pretendente audaz.
“Três vezes mais formoso que eu”, diz ela,
“Frescor sem par, do prado a flor preciosa,
Mais dócil que homens, nódoa à ninfa bela,
Mais branco e róseo do que pomba e rosa:
A Natureza, com ela mesma em guerra,
Proclama que, ao morreres, morre a terra.
Te digna apeares do corcel, portento,
E prende a arção a fronte altiva; aliás,
Pelo favor a mim, em pagamento,
Mil segredos de mel conhecerás;
Vem, senta, onde não silva a serpe, e assim,
Sentado, em beijos te sufoco, enfim.
“O lábio não sacies no que é sobejo –
Na sua abundância atiça-lhe o apetite,
Faz que varie, rubro e sem cor: dez beijos,
Curtos como um, um longo como vinte.
Um dia de estio parecerá breve hora
Haurida num prazer que ao tempo ignora.”
(Vênus e Adônis, tradução de Alípio Correia de Franca Neto, Leya)
Com o adeus final da aurora se carpindo,
À caça, Adônis, rosto em cor, se apronta.
Se ama caçar, caçoa do amor, se rindo.
Doente de amar, Vênus se lança atrás,
Corteja-o feito um pretendente audaz.
“Três vezes mais formoso que eu”, diz ela,
“Frescor sem par, do prado a flor preciosa,
Mais dócil que homens, nódoa à ninfa bela,
Mais branco e róseo do que pomba e rosa:
A Natureza, com ela mesma em guerra,
Proclama que, ao morreres, morre a terra.
Te digna apeares do corcel, portento,
E prende a arção a fronte altiva; aliás,
Pelo favor a mim, em pagamento,
Mil segredos de mel conhecerás;
Vem, senta, onde não silva a serpe, e assim,
Sentado, em beijos te sufoco, enfim.
“O lábio não sacies no que é sobejo –
Na sua abundância atiça-lhe o apetite,
Faz que varie, rubro e sem cor: dez beijos,
Curtos como um, um longo como vinte.
Um dia de estio parecerá breve hora
Haurida num prazer que ao tempo ignora.”
(Vênus e Adônis, tradução de Alípio Correia de Franca Neto, Leya)
Introdução
retirada de: Wikipédia, a enciclopédia livre (https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Shakespeare)
Autoria:
Alicia Vanity
" Se a terra e os animais pudessem falar com os homens, isso é o que eles teriam que dizer"
Música: I don't speak Human - Omnia
Nessa música encontramos uma critica á como o ser humano vem agindo com a natureza, se achando o dono de tudo, tirando tudo que pode, e só causando destruição para o seu deleito.
De inicio a música fala, " Eu sou
o lobo faminto que vive nas sombras e que você teme, mas posso ver que a única
criatura do mal é você, antes de você chegar vivíamos em paz, mas você nos
trouxe a morte. "
Ao que diz respeito aos animais, é certo que um lobo irá te atacar se você chegar perto, mas esse é o instinto do animal dito irracional. Enquanto o homem, o ser racional, ataca sem motivos, se presta á se locomover até o habitat do animal para caçá-lo e depois exibi-lo como um prêmio.
Na terceira estrofe da música, ele se coloca como um corvo, que de cima vê tudo que o homem faz, vendo as pessoas crescendo como um câncer, destruindo tudo o que vêem.
"A destruição da natureza causada pelo homem começa a se voltar contra o próprio agressor. A degradação de dois terços dos ecossistemas da Terra pode ter consequências desastrosas para a humanidade nos próximos 50 anos. " Esses dados fazem parte de um estudo da ONU em conjunto com cientistas e Ongs de 95 países de todo mundo.
O impacto do homem na Natureza foi maior nos últimos 50 anos que no restante da História, devido à alta demanda de alimentos, água corrente, fibra, petróleo, entre outros, causando efeitos irreversíveis. Entre 10% e 30% do mundo animal está em perigo de extinção por causa da destruição dos ecossistemas causada pelo homem.
Na quinta estrofe, " Eu não vou fugir desta raça humana, a sua guerra não é para mim. Eu ouço as vozes da natureza, elas me ensinaram como ver. Somos nós que somos os estranhos aqui e não somos donos da terra... "
Os homens continuam lutando e competindo entre si, se aproveitando dos mais fracos, das minorias, tomaram de assalto a própria natureza e se distanciaram dela como se ela fosse um produto a ser negociado na feira. Os homens sempre precisaram da natureza, mas ela nunca precisou deles.
Na sétima estrofe, "Agora você me diz que eu estou errado e que os animais não sentem... " "Você diz que a terra não é viva e somente nós somos reais... "
A perda da identidade orgânica do homem com a natureza , se dá a partir do capitalismo, pois se torna escravo do sistema, gera a contradição e que, na contradição, gera a perda da identificação do homem com a natureza e consequentemente da sua autonomia de ser, submetendo-se à força do trabalho e os meio de produção e aos seus desígnios, impulsionando a utilização mecânica de seus recursos naturais e colocando-o numa espécie de subordinação à lógica capitalista, ou seja, a perda do domínio sobre as técnicas agrícolas e a compreensão dos processos naturais, distanciando-o assim da natureza a da sua autonomia.
No refrão, " eu não falo humano, você não consegue entender uma palavra do que estou dizendo", "Eu não consigo entender uma palavra que você está dizendo..."
A Terra é um ser vivo. A mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças. Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma "Mãe Terra", devemos honrá-las, para andarmos em equilíbrio.
Autoria: Elune Anger
Ao que diz respeito aos animais, é certo que um lobo irá te atacar se você chegar perto, mas esse é o instinto do animal dito irracional. Enquanto o homem, o ser racional, ataca sem motivos, se presta á se locomover até o habitat do animal para caçá-lo e depois exibi-lo como um prêmio.
Na terceira estrofe da música, ele se coloca como um corvo, que de cima vê tudo que o homem faz, vendo as pessoas crescendo como um câncer, destruindo tudo o que vêem.
"A destruição da natureza causada pelo homem começa a se voltar contra o próprio agressor. A degradação de dois terços dos ecossistemas da Terra pode ter consequências desastrosas para a humanidade nos próximos 50 anos. " Esses dados fazem parte de um estudo da ONU em conjunto com cientistas e Ongs de 95 países de todo mundo.
O impacto do homem na Natureza foi maior nos últimos 50 anos que no restante da História, devido à alta demanda de alimentos, água corrente, fibra, petróleo, entre outros, causando efeitos irreversíveis. Entre 10% e 30% do mundo animal está em perigo de extinção por causa da destruição dos ecossistemas causada pelo homem.
Na quinta estrofe, " Eu não vou fugir desta raça humana, a sua guerra não é para mim. Eu ouço as vozes da natureza, elas me ensinaram como ver. Somos nós que somos os estranhos aqui e não somos donos da terra... "
Os homens continuam lutando e competindo entre si, se aproveitando dos mais fracos, das minorias, tomaram de assalto a própria natureza e se distanciaram dela como se ela fosse um produto a ser negociado na feira. Os homens sempre precisaram da natureza, mas ela nunca precisou deles.
Na sétima estrofe, "Agora você me diz que eu estou errado e que os animais não sentem... " "Você diz que a terra não é viva e somente nós somos reais... "
A perda da identidade orgânica do homem com a natureza , se dá a partir do capitalismo, pois se torna escravo do sistema, gera a contradição e que, na contradição, gera a perda da identificação do homem com a natureza e consequentemente da sua autonomia de ser, submetendo-se à força do trabalho e os meio de produção e aos seus desígnios, impulsionando a utilização mecânica de seus recursos naturais e colocando-o numa espécie de subordinação à lógica capitalista, ou seja, a perda do domínio sobre as técnicas agrícolas e a compreensão dos processos naturais, distanciando-o assim da natureza a da sua autonomia.
No refrão, " eu não falo humano, você não consegue entender uma palavra do que estou dizendo", "Eu não consigo entender uma palavra que você está dizendo..."
A Terra é um ser vivo. A mãe que alimenta todas as criaturas. A Terra supre com suas substâncias o nosso corpo físico. Como toda mãe, ela provê todas as necessidades de suas crianças, generosamente. Todas as criaturas que andam, nadam, rastejam, correm, voam, insetos, pedras, plantas; também são suas crianças. Desde que todas as coisas vivas, dividem a vida na Terra com os humanos, nascendo na mesma "Mãe Terra", devemos honrá-las, para andarmos em equilíbrio.
Autoria: Elune Anger
sexta-feira, 9 de outubro de 2015
Pro dia Nascer Feliz e a Defasagem Escolar
Pro dia Nascer Feliz, documentário de João Jardim. Coloca em evidencia as mais diversas situações enfrentadas diariamente por jovens de 14 a 17. Os temas centrais são a precariedade, o preconceito, a violência e a esperança. Mesmos os jovens tendo diferentes realidades sociais, nota-se a desestruturação educacional do país, onde até os colégios de mais renome, apenas estão “menos piores” que outros, mascarando a defasagem enfrentada pela educação brasileira.
Há uma explicitação da gritante diferença social, seja financeira ou cultural, nas escolas apresentadas. As mazelas sociais estão em todos os meios e a escola é um dos locais que mais se evidenciam, o interessante do documentário são as criticas a esse sistema educacional incapaz e insuficiente de atender as necessidades BÁSICAS dos estudantes, o engessamento do mesmo, faz a educação brasileira remeter ao século XIX, e o pior sem perspectiva de melhora significativa. Apesar de mostrar escolas de todas as regiões e diferentes classes, a educação final dos jovens não se difere muito, de modo geral há falhas nas estruturas, falhas na formação de docentes, um comodismo do sistema como um todo, e pior essas falhas gritantes vão sendo maquiadas e mascaradas por poucas mudanças.
O filme remete a Bourdieu, quando o mesmo trabalha com o sistema educacional, para ele a escola é um espaço de reprodução de estruturas sociais e de transferência de capitais de uma geração para outra é, sobretudo nela que a herança econômica da família transforma-se em capital cultural, assim para o sociólogo o desempenho dos alunos está ligado a esse tipo de capital. Pois os mesmo são também julgados pelas posturas que trazem de casa assim, deste modo as classe mais pobres que embarcam na jornada educacional, acabam encarando a trajetória dos bem-sucedidos como resultante de um esforço recompensado. Uma mostra dos mecanismos de perpetuação da desigualdade está no fato, facilmente verificável, de que a frustração leva na grande evasão escolar, um dos maiores problemas do atual sistema, é perceptível que tal evasão acontece em maior numero em áreas menos favorecidas financeiramente. Assim Bourdieu colocará a como o local de engessamento das estruturas sócias, elas que perpetuam as desigualdades e a possibilidade de ascensão um grande sonho que uma minoria alcançará, fantasiando de competição justa para com todos.
Afinal qual é o significado dessa educação de treinamento, que transforma gerações inteiras em analfabetos funcionais? Terá a democratização das escolas apenas mascarado a função de triagem da mesma, somado a isso função estritamente mercadológica que a educação na contemporaneidade possui. A escola é só mais um método de alienação das massas, de maneira rápida e uniforme. Tanto professores quando alunos trabalham na reprodução ideológica das classes dominantes, a escola é uma plataforma mascara para legitimar seu poder. Por meio disso a um distanciamento tanto do individuo para com ele, com para o restante dos indivíduos, cria-se uma mecanização humana, a reprodução sistemática de uma série de hábitos, sentimento, pensamentos, comportamentos de uma cultura massificadora e limitadora da existência e da essência.
Autoria : Alicia Vanity
Há uma explicitação da gritante diferença social, seja financeira ou cultural, nas escolas apresentadas. As mazelas sociais estão em todos os meios e a escola é um dos locais que mais se evidenciam, o interessante do documentário são as criticas a esse sistema educacional incapaz e insuficiente de atender as necessidades BÁSICAS dos estudantes, o engessamento do mesmo, faz a educação brasileira remeter ao século XIX, e o pior sem perspectiva de melhora significativa. Apesar de mostrar escolas de todas as regiões e diferentes classes, a educação final dos jovens não se difere muito, de modo geral há falhas nas estruturas, falhas na formação de docentes, um comodismo do sistema como um todo, e pior essas falhas gritantes vão sendo maquiadas e mascaradas por poucas mudanças.
O filme remete a Bourdieu, quando o mesmo trabalha com o sistema educacional, para ele a escola é um espaço de reprodução de estruturas sociais e de transferência de capitais de uma geração para outra é, sobretudo nela que a herança econômica da família transforma-se em capital cultural, assim para o sociólogo o desempenho dos alunos está ligado a esse tipo de capital. Pois os mesmo são também julgados pelas posturas que trazem de casa assim, deste modo as classe mais pobres que embarcam na jornada educacional, acabam encarando a trajetória dos bem-sucedidos como resultante de um esforço recompensado. Uma mostra dos mecanismos de perpetuação da desigualdade está no fato, facilmente verificável, de que a frustração leva na grande evasão escolar, um dos maiores problemas do atual sistema, é perceptível que tal evasão acontece em maior numero em áreas menos favorecidas financeiramente. Assim Bourdieu colocará a como o local de engessamento das estruturas sócias, elas que perpetuam as desigualdades e a possibilidade de ascensão um grande sonho que uma minoria alcançará, fantasiando de competição justa para com todos.
Afinal qual é o significado dessa educação de treinamento, que transforma gerações inteiras em analfabetos funcionais? Terá a democratização das escolas apenas mascarado a função de triagem da mesma, somado a isso função estritamente mercadológica que a educação na contemporaneidade possui. A escola é só mais um método de alienação das massas, de maneira rápida e uniforme. Tanto professores quando alunos trabalham na reprodução ideológica das classes dominantes, a escola é uma plataforma mascara para legitimar seu poder. Por meio disso a um distanciamento tanto do individuo para com ele, com para o restante dos indivíduos, cria-se uma mecanização humana, a reprodução sistemática de uma série de hábitos, sentimento, pensamentos, comportamentos de uma cultura massificadora e limitadora da existência e da essência.
Autoria : Alicia Vanity
Ficha Técnica
Gênero:Documentário
Direção: João Jardim
Roteiro: João Jardim
Produção: Flávio R. Tambellini João Jardim
Fotografia: Gustavo Habda
Trilha sonora: Dado Villa-Lobos
Duração: 88 minutos
Ano: 2005
País: Brasil
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Dragon Ball
Falaremos sobre o anime/mangá que marcou a infância de muitas pessoas e as incentivou a conhecer um pouco do “universo nerd”, e não poderíamos estar falando de outro a não ser de Dragon Ball.
Dragon Ball foi criado pelo mangaká Akira Toriyama em 1984 e publicado inicialmente na revista semanal “Shonen Jump”. Foi baseado no clássico chinês “Jornada ao Oeste”, que conta a história do Rei dos Macacos em sua jornada onde protege e acompanha um monge em busca das escrituras sagradas do budismo (Sutra).
Dragon Ball é uma das mais populares séries de anime/mangá do mundo, onde conquistou e conquista milhares de fãs em todas as suas sagas, que se dividem em Dragon Ball, Dragon Ball Z, Dragon Ball GT, Dragon Ball Kai (versão remasterizada de Dragon Ball Z) e Dragon Ball Super (Não muito popular entre os fãs). Sua popularidade é tão grande que inspirou grandes mangakás como Masashi Kishimoto (criador do mangá Naruto), Tite Kubo (criador de Bleach) e Eiichiro Oda (criador do One Piece).
Akira Toriyama
Aos 23 anos começou seu trabalho com mangás, publicou vários trabalhos antes de Dragon Ball, foi em 1978 que publicou seu primeiro trabalho Wonder Island, em 1980 conquistou fama com Dr. Slump, que mais tarde se tornou o primeiro mangá de Akira a se tornar um anime, 1982 publicou Mad Matic, 1983 publicou mais dois mangás Dragon Boy e The Adventures of Tongpoo, mas foi em 1984 que surgiu Dragon Ball sendo até hoje o maior sucesso de Toriyama. Akira publicou vários outros mangás que não foram mencionados.
Aos 23 anos começou seu trabalho com mangás, publicou vários trabalhos antes de Dragon Ball, foi em 1978 que publicou seu primeiro trabalho Wonder Island, em 1980 conquistou fama com Dr. Slump, que mais tarde se tornou o primeiro mangá de Akira a se tornar um anime, 1982 publicou Mad Matic, 1983 publicou mais dois mangás Dragon Boy e The Adventures of Tongpoo, mas foi em 1984 que surgiu Dragon Ball sendo até hoje o maior sucesso de Toriyama. Akira publicou vários outros mangás que não foram mencionados.
Goku
O principal personagem de todas as sagas de Dragon
Ball, Kakaroto ou Goku conquistou o mundo com sua bondade e incrível poder. Goku
é um sayajin que foi enviado a terra quando era apenas um bebê para dizimá-la,
foi encontrado por Son Gohan e criado por ele, Goku ao bater a cabeça em uma
pedra perdeu sua memória, ou seja, seu desejo de dizimar o planeta desapareceu
dando origem a uma criança bondosa, que ao crescer possui a responsabilidade de
proteger a terra de seus invasores.
Principais técnicas:
- Kamehameha: A técnica mais famosa utilizado por Goku, onde seu ki(energia espiritual) é concentrado em um único ponto e depois lançado, como uma onda de energia.
- Genki Dama: Forma-se a partir da energia dos seres vivos formando uma esfera de pura energia, é uma das mais poderosas técnicas de Goku.
- Shunkan idou: A famosa técnica de teletransporte.
Goku encontra vários personagens/amigos no decorrer da
história como Bulma, Kuririn, Yamtcha, Mestre Kame e muitos outros. Nas viagens
Goku acaba indo a procura das esferas do dragão. São sete no total, diz à lenda que se puderem
juntar todas as esferas como consequência despertariam um dragão, que lhes concederia
qualquer desejo, desde que estivesse ao seu alcance. Após o pedido as esferas
se distribuiriam pelo mundo e virariam pedra, apenas após um ano elas
recuperariam seu poder.
O dragão que estamos falando é Shen Long, que é o dragão da terra,(no decorrer das sagas outros dragões também aparecem, como por exemplo o de Namekusei chamado Porunga, porém falaremos apenas de Shen Long), foi criado por Kami Sama e é muito semelhante aos dragões da cultura oriental.
Por fim, Dragon Ball sempre estará nos corações de seus fãs, aqueles que levantavam seus braços ao céu, com a finalidade de oferecer energia a Goku para completar a Genki Dama, aqueles que nas brincadeiras de criança e até hoje (muitas vezes quando ninguém está vendo) tenta realizar o Kamehameha, aqueles que levam a bondade e a honestidade de Goku em suas vidas até hoje.
Autoria: Saphira Pride
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Xamanismo, uma cultura a conhecer
O xamanismo é uma cultura muito interessante á ser estudada, que frequentemente é recebida com preconceito, isso por causa do etnocentrismo entre as culturas.
A crença não se refere apenas a espiritualidade indígena. É certo que os indígenas foram os grandes responsáveis por manterem acesas as chamas da medicina da terra, mas as práticas se originaram no homem primitivo, no paleolítico.
A palavra xamanismo, tem origem siberiana e não americana, e é usada hoje para descrever as práticas no mundo todo.
O xamanismo é uma filosofia de vida muito antiga, que visa o reencontro do homem com os ensinamentos e fluxo da natureza, e com seu próprio mundo interior. Sua origem é um conjunto de ensinamentos milenares que, através da tradição de tribos indígenas do mundo todo, foram sendo passadas até os dias de hoje. Esses ensinamentos são baseados na observação da natureza e seus sinais: Sol, Lua, Terra, Água, Fogo, Ar, Animais, Plantas, Ciclos, etc.
Em O caminho do Xamã, livro da autoria de Michael Harner, antropólogo americano e investigador em xamanismo, leva-nos a viver uma odisseia pessoal até a fonte da cura xamânica, o nosso eu mais profundo. Ele conta como esse povo chamado primitivos, tiveram excelentes razões para se sentirem motivados a desenvolver capacidades não tecnológicas da mente humana, para a saúde e a cura.
O xamanismo tem como objetivos básicos, reconectar o ser com sua sabedoria interior, conexão com a multidimensionalidade do ser humano, ancoragem do poder pessoal, conexão com seres espirituais, limpeza dos corpos físico e sutis, limpeza e harmonização de ambientes, harmonização plena do ser, conscientização do aspecto espiritual de cada um e de sua inter relação com a natureza e com o planeta a que pertence, ativação das habilidades de coragem, força e sabedoria para lidar com questões generalizadas , curas e prevenção de distúrbios e doenças.
O conceito básico da cura xamânica é que " Ninguém cura o outro. A cura está dentro de cada um".
Essa cultura tenta nos mostrar que estamos todos ligados, conectados, compreendendo assim, que todas as histórias fazem parte da nossa história. A consciência da conexão é vital ao aprendizado da convivência mútua. Todos temos a necessidade de nos conectar com algo fora de nós, e com algo maior do que nós.
Essa cultura tenta nos mostrar que estamos todos ligados, conectados, compreendendo assim, que todas as histórias fazem parte da nossa história. A consciência da conexão é vital ao aprendizado da convivência mútua. Todos temos a necessidade de nos conectar com algo fora de nós, e com algo maior do que nós.
Esse aprendizado é básico para podermos traçar o mapa do nosso caminho nesse mundo.
Autoria: Elune Anger
O Conceito de Idade Média Livre de Estigmas
A
Idade Média sofre uma estigmatização moderna, principalmente pelo movimento
iluminista e renascentista, pois os mesmos desintegram a perspectiva e as
instituições da Idade Média, essa mudança radical na civilização europeia
afetou todos os níveis da sociedade. Em
nível religioso e cultural, a unidade do mundo cristão fragmentou-se com a
ascensão do protestantismo, o clero perde o monopólio do ensino, e a orientação
sobrenatural, da lugar a uma perspectiva secular. Na literatura e nas artes, a
teologia “rainha” do conhecimento, cedeu sua coroa à ciência, com a razão
afirmando sua independência. Essa ruptura iniciado pela Renascença e com
continuidade no Iluminismo, levaram a Idade Média a ser alvo de preconceito,
julgada e taxada como a “Idade das Trevas” “um tempo oco, caracterizado pela
ausência da razão e ausência do gosto” (LE
GOFF, 2005, p. 59).
É de
conhecimento que a Idade Média tem em sua essência influência da Igreja
Católica, propagadora da ideologia Medieval, o fator por vezes ignorado dentro desse
período longo de duração - a qual Le Goff vai denominar Uma Longa Idade Média desde o século V ao século XVIII,- envolvem
muitos pormenores que foram “esquecidos”, legando a sociedade da época estigmas
de uma população desprovida de razão, e um atraso a humanidade, ausente de
cultura, sendo o papel da renascença reviver a grandeza cultural da Antiguidade.
Não
se pode negar a forte influência do pensamento religioso, que trás consigo uma
mentalidade ímpar, regida pelo medo, crenças, marcada também pela barbárie
guerra justificadas como santas, entrando em contraste com um pensamento
moderno, e percursor do humanismo. . Todavia a Idade Média construiu a Idade
Moderna é a infância da mesma. “Eis
porque falei de uma longa Idade Média que em certos aspectos de nossa
civilização perdura ainda e, às vezes, desabrocha bem depois das datas
oficiais” (LE GOFF, 2005, p. 66). O movimento positivista da historiografia
também nada ajudou para desprender a Idade Média de tal taxação, baseando-se
apenas em documentos oficiais no fazer histórico, aspectos culturais, sociais,
ideológicos, filosóficos, esquecidos, voltando-se apenas para uma
historiografia politica. Já o movimento dos Annales - Do qual Le Goff é um dos grandes representantes da Terceira
Geração- interessando-se por tudo aquilo que é humano, vão em busca de
preencher as lacunas da história.
Assim a Idade Média vai redescobrindo-se em
uma ampla variedade de característica, quebra-se esse conceito de “era
obscura”, busca-se refazer e redefinir o conceito de Idade Média, tentando
liberta-la dos preconceitos. Pois segundo Jacques Le Goff (, 1980, p. 12.), foi
na Idade Média que surgiu a sociedade moderna, que criou “a cidade, a nação, o
Estado, a universidade, o moinho, a máquina, a hora e o relógio, o livro, o
garfo, o vestuário, a pessoa, a consciência e, finalmente, a revolução”.
A Idade
Média filha da Idade Antiga, berço do Renascentismo e a criança do que foi a
Idade Moderna, vital para a construção de uma nova era, em que a razão
predomina. Felizmente, este conceito de que nosso mundo atual é fruto do
pensamento clássico greco-romano vem sendo de desmistificado. Na verdade, não
nos damos conta que somos filhos do pensamento medieval, no qual os conceitos
clássicos passaram pelo filtro da doutrina cristã:
[...] falamos idiomas surgidos naquela época, temos
ou pretendemos ter governos representativos, consideramos indispensáveis instituições
como julgamento por júri e habeas corpus,
alcançamos maior eficiência com o sistema bancário, a contabilidade e o relógio
mecânico, cuidamos do corpo com hospitais e óculos, alimentamos melhor o
espírito graças à notação musical, à imprensa e às universidades, embelezamos a
vida com a música polifônica e os romances.( FRANCO Jr.,
Hilário. Op. cit. p. 179.)
Portanto ao voltar
os olhos a Idade Média, deve fazê-lo sem preconceitos ou julgamentos de nossa
época, resgatar conceitos, pensamentos, a mentalidade, a cultura, os ofícios, a
sociedade sempre com o cuidado de não cair no anacronismo.
AUTORIA: Alicia Vanity.
Fonte principal : Uma Longa Idade Média por Jacques Le Goff
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